Conexão

Quando ouvimos o nosso corpo e nos conectamos com a nossa essência, algo mágico acontece! Já sentiram isto alguma vez? Acontece muito durante uma prática de yoga ou durante uma sessão de meditação, mas quando acontece de repente durante o dia, quando paramos e percebemos que estamos aqui, estamos no nosso corpo, no momento presente… é mágico. Aí sim sabemos que as sementes que plantámos, que o rebento de que tão bem cuidámos está a florescer e a brotar.

Yoga e Meditação

A minha jornada no yoga e na meditação começou há mais de 10 anos. Desde então que é uma constante na minha vida, e cada vez mais desde que comecei a ensinar. Se todos os dias são perfeitos e sinto essa conexão? Não, de todo. Durante este tempo tive momentos sombrios, momentos em que encontrar a luz foi difícil. Momentos em que me senti perdida, em que questionei tudo, em que quis partir e não voltar. Mas em todos estes momentos ou fases da vida menos boas, voltei a encontrar-me. Umas vezes mais rapidamente, outras em que demorou mais. E sempre no caminho de regresso aprendi algo que me fez evoluir, que me fez crescer. Que me fez olhar orgulhosamente para trás e perceber que não poderia ser a pessoa que sou hoje sem ter passado pelo que passei.

Acredito que tudo tem um propósito, e tudo acontece por uma razão e quando tem que acontecer. A vida já me mostrou várias vezes que é assim, e que quando acredito tudo se torna mais fácil. Quando abro mão de expectativas e entrego o desfecho ao Universo, tudo se torna mais fácil. Tudo acaba por fluir.

Este último ano foi talvez dos mais difíceis da minha vida. Passei por muita dor física, incerteza, muitas limitações, uma cirurgia bastante invasiva à anca, com a respectiva difícil recuperação, uma mudança de casa e de cidade, um projecto novo de yoga e meditação, tudo com duas crianças pequenas e um trabalho desgastante às costas. Sempre tive fé de que tudo ia correr bem, mesmo quando deixei de acreditar, havia sempre cá no fundo uma luz, por vezes difícil de encontrar. Olho para trás agora e sei que fui uma guerreira. E não é para me gabar, de que não sou mesmo dessas coisas. Mas fui! E continuo a ser! No meio de ainda muita dor e limitação física, continuo a levar a minha vida para a frente, porque sei por onde é o caminho. Sei que tudo o que me acontece tem algo para me ensinar. É nesta aceitação que encontramos a liberdade e que tudo faz sentido.

 

[Foto por Pedro Silva]

Lidar com a dor

Há 8 meses que tenho dores. Dores físicas, emocionais. Dor psicológica, dor espiritual. No princípio era só um incómodo menor e só doía ao fazer certos movimentos. Mas com o tempo começou a ser mais forte e tornou-se permanente. Algo com que aprendi a viver, que se tornou parte de mim. A minha melhor amiga e a minha pior inimiga.

Neste processo, passei por diferentes etapas. Primeiro neguei. Tentei fazer a dor desaparecer, fingi que não estava aqui. Então percebi que não seria assim tão fácil, que não ia embora. Na verdade piorou, chamando cada vez mais a minha atenção, dizendo-me que não iria embora até que eu escutasse o que tinha para me dizer.

Então eu disse: “Ok, o que queres de mim?” Parei e tentei ouvir. Eu estava lá, disposta a isso, mas aparentemente não conseguia entender o que me dizia. Então a dor começou a gritar tão alto que se tornou insuportável. Percebi que era sério, e decidi então expor-me à experiência e perceber as suas mensagens. E uma nova porta se abriu dentro de mim. Uma maneira totalmente nova de olhar para dentro, de aceitar, de lidar com o assunto. Uma viagem que tem sido literalmente dolorosa, mas que me tem ensinado muito.

As coisas acontecem por um motivo e eu realmente acredito nisso. As minhas práticas de yoga e meditação têm-me ajudado muito neste processo, e ainda ajudam, porque esta viagem ainda não acabou, é apenas o início.

Partilho o que me tem ajudado ao longo deste caminho:

1. Movimento – não parem. Eu sempre gostei e senti a necessidade de movimentar o meu corpo, fosse indo ao ginásio, ou praticando yoga, ou caminhando ou correndo. Nestes últimos anos, depois que tive os meus filhos, parei de ir ao ginásio e tenho só praticado yoga em casa. Quando a dor começou na minha articulação sacro-ilíaca e anca, eu tive que parar com minha prática diária de Ashtanga yoga e reconsiderar outras formas de movimentar o meu corpo. Descobri que parar não era uma opção porque isso significava que a energia deixaria de fluir. Então tenho tentado ir ao meu tapete todos os dias ou pelo menos 4-5 vezes por semana para respirar e mover o meu corpo. Seguindo o que o corpo me pede, libertando tensão na parte superior das costas e ombros e em redor dos glúteos. A energia flui e sinto-me muito melhor depois.

2. Meditação – parem e sentem-se com a respiração. Esta prática tem sido bastante terapêutica para mim e uma ferramenta muito importante para me manter sã. Ajudou a aliviar as flutuações da mente e a tendência para racionalizar tudo. Também me permitiu olhar dentro da minha dor e sentar com ela observando-a, em vez de reagir e tentar fugir. Como parte de uma prática de mindfulness, tem-me ajudado a viver o momento presente, uma respiração de cada vez.

3. Psicoterapia – uma ótima ferramenta para olhar para dentro. Perceber de onde vem a dor e quais são suas mensagens. Colocando essas mensagens num contexto mais elevado para que eu possa viver com elas, aprenda com elas e curar-me de todas as formas possíveis. Porque todas as dores têm algo mais para nos ensinar do que o mero aspecto físico.

4. Amor-próprio – ninguém vai amar-vos e cuidar de vocês como vocês próprios. Aprender a aceitar o meu corpo como é, com dor e tudo; amá-lo, sentindo compaixão. Tratando-me como um ser inteiro.

5. Encontrem a vossa essência – e mantenham-se conectados a ela. Aquela parte de quem eu sou que às vezes se perde no meio de estar ocupada, que é esquecida, mas que precisa de conexão. Este processo tem sido extremamente poderoso e curativo para mim.

E agora estou prestes a embarcar noutra viagem ainda, de cura e autodescoberta mais profundas. Mas sobre isso e sobre a minha cirurgia, escreverei noutra altura!

Criar Espaço

Recentemente apercebi-me da necessidade de criar espaço. Criar espaço dentro de mim, do meu corpo, da minha alma, da minha mente, da minha vida. Espaço na minha forma de pensar e de ver e sentir as coisas. Mas também criar espaço na minha prática de yoga, no meu trabalho, na forma como educo os meus filhos e me relaciono com os outros.

Apercebi-me de que criar espaço significa parar e sentir e ouvir.

Significa abrir-me de forma a que possa seguir os meus sonhos e o meu projecto de vida.

Cada vez me apercebo mais de como esta vida stressante que muitos de nós levamos, sempre com uma lista infindável de a fazeres e de compromissos, não nos deixa muito tempo e espaço para apenas sermos. Para apenas estarmos connosco. Para estarmos presentes e conscientes no que fazemos e dizemos.

Mesmo que pratiquemos yoga e meditação, muitas vezes a prática é apenas mais uma entrada na nossa lista de a fazeres à qual colocamos uma cruz depois de feito. É claro que ajuda porque pelo menos paramos e respiramos nestes momentos.

Mas eu apercebi-me de que a minha prática de yoga estava um pouco a ser feita assim, para colocar um check! Para me fazer sentir bem no meu corpo e mente. Mas que de facto não estava a sentir nem a criar espaço no que estava a fazer. Não estava a conseguir ouvir o que o meu corpo queria e precisava ou se calhar não o queria fazer. Era mais fácil prosseguir com o que me era familiar e antes tinha resultado.

Então parei, e percebi que não estava a criar espaço. Percebi que certas partes do meu corpo estavam fechadas e gritavam para serem ouvidas. É fácil perdermos esta conexão, mesmo depois de anos e anos a praticar e a ensinar yoga. Sim, é fácil. Se é fácil admitir? Não, não é. Mas aqui estou eu a fazê-lo! A admitir e a aceitar que me deixei levar pelo hábito em vez de o fazer com consciência plena. Sem me julgar, sem me culpar, sem me criticar. Se calhar foi mesmo assim que teve que acontecer para que eu me pudesse conhecer um pouco mais!

Solstício de Verão

Hoje é o dia mais longo do ano e começa o Verão, a estação do ano preferida de muita gente. Os dias longos e quentes, o tempo de praia, as férias… Esta transição de mais uma estação do ano é mais uma oportunidade de nos conectarmos com os ciclos naturais do planeta em que vivemos. O Solstício de Verão pode ser especialmente marcante, pois é uma altura de celebração da luz no seu expoente máximo, quando estamos mais perto do Sol e do seu calor, do fogo!

Um momento em que podemos usar a metáfora do fogo para nos vermos livres do que já não nos serve, daquilo com que já não nos identificamos. O culminar de todo um processo de desabrochar com a chegada da Primavera, mas também de preparação para os dias mais curtos e para o Inverno que hão-de chegar.

É altura de olharmos para dentro e estabelecermos o que queremos para nós e para a nossa vida.

É o momento de criarmos a nossa lista de intenções, ou revisitarmos a que criámos no início do ano.

Deixo aqui algumas ideias para que este dia não vos passe ao lado:

  • Meditar um pouco de manhã cedo ou ao fim do dia. Meditar não tem que ser complicado, basta sentarem-se nem que seja 1 ou 2 minutos com a vossa respiração. Sentindo e observando os pulmões a encher e esvaziar de ar
  • Escrever em vários pedaços de papel as coisas que já não vos servem: sentimentos, ideias, acontecimentos. Depois queimá-los no fogo, seja numa vela ou numa taça (tendo os devidos cuidados claro!)
  • Fazer uma prática de yoga, conectando o nosso corpo, mente e respiração. Se nunca praticaram, porque não experimentarem uma aula hoje? Hoje celebra-se também o Dia Internacional do Yoga!
  • Passar algum tempo ao ar livre em contacto com a natureza, ou apenas sentindo o sol na pele!

Experimentem criar estes hábitos de conexão com os ciclos, com a Natureza! É tão importante na vida muitas vezes acelerada demais em que vivemos!

Sobre o Yin Yoga

Iniciei a minha exploração pela prática de Yoga há 10 anos, mas foi apenas quando experimentei o Ashtanga Yoga há cerca de 7 anos que me rendi a uma prática diária. Logo desde as primeiras práticas senti uma profunda mudança interna, um desejo cada vez maior de me conhecer, de aprender a respeitar o meu corpo, e uma sede de conhecimento por esta prática que é o Yoga. Soube que o meu caminho era por ali. E assim aprofundei, todos os dias no meu tapete, nos primeiros 2-3 anos com professor, nos últimos anos sem professor, a praticar em casa. Aprofundei lendo livros, praticando com vários professores e viajando para a India, para a origem do Ashtanga Yoga.

Tudo parecia fazer sentido, e com o passar dos anos, cada vez eram mais claros para mim os benefícios desta pratica intensa, que nos verga, que nos dobra, perante todos os obstáculos da vida,e que nos ensina a sermos mais fortes, mais corajosos.

Mas foi também surgindo uma vontade de explorar outros métodos, outros caminhos. Foi quando me deparei com o Yin Yoga. Comecei a ler sobre o método e pareceu-me que era mesmo o que eu estava a precisar: praticar posturas no chão onde se permanece por algum tempo, trabalhando sobretudo as articulações e ligamentos. Com duas crianças pequenas em casa, e sem dormir mais que 2-3 horas por noite, o meu corpo estava a acusar um cansaço extremo e uma prática física exigente estava a retirar-me ainda mais energia do que a dar. Comprei então livros, falei com praticantes e decidi experimentar em casa.

Porquê o Ashtanga Yoga?

De notar que uma prática Yin (calma, passiva) é o oposto de uma prática Yang (intenso e acelerado), como o Ashtanga. E na primeira vez que me vi sentada no tapete a permanecer nas posturas durante 1, 2, 3 minutos, a sentir desconforto, confrontada com os meus pensamentos, a minha mente começou a reagir: ‘sai daqui, o que estás tu a fazer? Vá levanta-te, inspira braços para cima, expira braços para baixo, salta atrás, salta à frente!’ Típica mente de Ashtangi. Mas lá me aguentei e pratiquei algumas posturas com tempo de permanência de 2-3 minutos. Custou, mas decidi continuar a praticar pelo menos uma vez por semana. Ao fim de duas práticas comecei a sentir uma grande diferença nas minhas ancas que são naturalmente pouco flexíveis. Comecei também a sentir que esta prática passiva me dava tempo e oportunidade de olhar ainda mais para dentro, de aprender a lidar com os sentimentos que vinham à superfície. Percebi que era uma prática muito intimamente ligada ao mindfulness. E mergulhei em livros para saber mais e mais. E comecei a experimentar em mim, diferentes sequências de posturas, diferentes tempo de permanência. Sempre com uma respiração suave com som. Sempre estando presente e observando sem juízos de valor. Tentando perceber de onde vem o desconforto, que emoções estão alojadas em cada parte do corpo. E ao longo de vários meses de prática sinto uma grande transformação, não só ao nível das minhas articulações mas uma transformação interna, uma (ainda!) maior consciência e respeito pelo meu corpo. Um maior entendimento de mim mesma.

Teria lá chegado com a prática de Ashtanga? Provavelmente sim, mas a prática de Yin tem-me trazido outros benefícios que a prática de Ashtanga não traz. A prática de Yin promove o estiramento dos tecidos mais internos, fascia e ligamentos, promovendo a libertação de energia estagnada e de sentimentos alojados nestes tecidos. Uma prática mais Yang, mais muscular não o permite. O maior tempo de permanência nas posturas numa prática de Yin promove ainda o estabelecimento de um maior nível de consciência do nosso corpo, dos nossos sentimentos. Convida a estarmos presentes, a lidarmos com o que está a acontecer, a percebermos o porquê de alojarmos tensões aqui e ali. E não temos por onde fugir, está ali à nossa frente.

A conjugação das duas práticas é na minha opinião perfeita. O equilíbrio entre Yin e Yang, entre o feminino e o masculino, o frio e o quente, o interno e o externo, a Lua e o Sol. Num eterno e contínuo crescimento, entendimento e aceitação de quem somos.

Se quiserem explorar esta prática, venham praticar comigo! Contacte-me para mais informações!

Yoga e alimentação Vegan – Entrevista a Maria do blog MãeGuru

Inicio um novo conjunto de artigos com entrevistas ou contribuições de pessoas que me inspiram e que espero vos inspirem a vocês também! Este primeiro artigo contêm uma entrevista à maravilhosa Maria que está por detrás do blog MãeGuru!

1. Como é que o Yoga apareceu na tua vida?

Aos 20 anos estava a terminar a formação no Instituto Português de Naturologia, estudava durante a noite e trabalhava durante o dia e de madrugada, um ritmo frenético me acompanhava, mas tinha um objetivo, em Setembro iria pegar numa mochila e seguir rumo ao Brasil, precisava de me afastar, de parar e me encontrar. Foi uma altura de grandes questionamentos sobre a Vida.

E assim foi, algo me chamava para aquela terra, uma viagem que seria apenas de um mês, mas longos meses se passaram e até anos.

O Yoga surgiu nessa caminhada, pós me a prova e conquistou-me. Voltei a Portugal uns meses, vendi o meu carro e doei toda a minha roupa, ficando apenas com uma mala de viagem.Voltei.

Foram anos de  transformações internas muito profundas, auto propus me a passar noites sem tecto e mesmo dias sem acesso a comida ou água, contacto directo na natureza mais profunda e com todos os seres que lá habitam..Os desafios foram enormes, mas a certeza que foi um processo necessário para a consciência de hoje.

Fui em busca de auto conhecimento, valores da Vida? Encontrei isso e muito mais, o verdadeiro amor, trouxe de lá a minha filha, Noá Zaya e a certeza que queria espalhar os ensinamentos do Yoga a todos os interessados.

2. Que mudanças sentiste?

O Yoga transformou a minha vida, se há algo que serei eternamente grata, é por essa descoberta.

Não pedir, agradecer.

Dar valor ás pequenas coisas, ás mais simples e verdadeiras.

A mudar o pensamento, claro que todos temos e teremos problemas e dias bastante complicados na nossa vida, mas para mim o que foi realmente transformador foi o simples entendimento que tudo na vida é transitório e que estamos aqui para vivenciar todos os sentimentos e não oprimir os menos bons.Eles existem por algum motivo, para aprendermos algo, para nos superarmos a cada dia.

O Yoga é a maior ferramenta e a mais poderosa.Trabalhando a respiração, consciência e auto desenvolvimento.

Ensina nos a vivenciar de uma forma mais presente o Presente.

Aprimoramento de força, flexibilidade e equilibro no tapete primeiramente e que inconscientemente levarás essas qualidades para os desafios do teu dia a dia.

3.  Como surgiu a alimentação vegan? Veio depois do yoga ou já eras vegan antes de começares a praticar?

Deixei primeiramente a carne em 2012, nunca almejando ser Vegan, sinceramente na altura achava que era uma opção extremista (risos). Há cerca de três anos atrás quando morava no Brasil e estava a começar a descobrir o Yoga  deixei o peixe e continuando sem almejar ser Vegan um dia.

Entretanto engravidei e começou uma preocupação sobre como seria a futura alimentação da minha filha, deparei me com a indústria dos derivados de animais e fiquei absoltamente chocada ao ver tamanha crueldade em prol do prazer humano.Assim que a Noá nasceu, parei de comprar derivados de animais e a certeza que não iria mais fazê lo. Fui comendo na rua algumas coisas com os seus derivados e cada vez ficava mais perplexa ao notar que os derivados estavam por todoo o lado, pão de supermercado, muitos dos chocolates, granolas, enfim..Comecei a ter um cuidado extra nas minha compras e claro a opção de fazer a maior parte dos alimentos na minha cozinha .

4.  Quais são os maiores desafios de uma alimentação vegan?

Inicialmente senti um grande choque a nível social quando deixei a carne, pois não conhecia ninguém com a mesma opção alimentar, entretanto as coisas evoluíram um pouco e senti cada vez mais uma abertura e respeito das pessoas a conhecer este estilo de vida e além de conhecer cada vez mais pessoas neste registo.

As pessoas mais chegadas, realmente conseguiram constatar que estava mais saudável, não me recordo de ficar doente, e a minha filha com 16 meses nunca necessitou de ir a um hospital ou tomar quaisquer medicamentos.

Mas assim que a Noá nasceu, os desafios foram crescendo. A sua envolvente social não tem este registo alimentar. Dúvidas, sugestões inconvenientes, críticas estão sempre presentes. Aí o Yoga entra mais uma vez, na paciência. Percepção de que nós é que estamos em minoria e que os questionamentos irão fazer parte mas sempre numa esperança que essa minoria passe para o outro lado 🙂 A verdade é que a pessoas sempre ficam impressionadas positivamente com o desenvolvimento da minha filha.

Senti também uma grande dificuldade em escolher um pediatra para a minha filha, felizmente depois de várias tentativas encontrei um Pediatra que é bastante informado neste sentido com o qual estou muito satisfeita.

5. Que conselhos darias a alguém que queira adoptar uma alimentação vegan?

-Aprender a cozinhar!Sem dúvida que este é o maior conselho que poderei dar.

Eu apaixonei me com a culinária vegan, nutritiva, colorida, cheirosa, diversificada…enfim..um amor para a Vida.

Hoje temos um mundo de receitas online á distância de um click, é só investirem algum tempo e colocarem mãos á obra.

-Ganhar o hábito que ler todos os ingredientes nos produtos comprados, pois até mesmo naqueles que não imaginas, poderá lá estar um “soro de leite” presente .

 

Maria Couto. Eterna apaixonada por todas as formas de Vida.Nasceu no Porto a 21 de Dezembro de 1993. Formou-se no Instituto Português de Naturologia. Uma grande introspecção levou-a a um questionamento de tudo o que lhe fora ensinado até então. Deixou de fazer sentido uma alimentação onde os animais estivessem presentes, e a procura por novas soluções, deu-lhe a conhecer um novo Mundo, repleto de aromas, cores e texturas. Mundo que a inspira e fascina a cada dia.Assim que terminou a formação, pegou numa mochila e com um mapa aventurou-se rumo ao Brasil.Teve oportunidade de se explorar e encontrar enquanto ser humano, em todos os seus ângulos, até os mais obtusos.Uma viagem que acabou por mudar a sua vida…O Yoga apareceu…colocou-a à prova e conquistou o seu coração.Uma relação da Vida para a Vida. A vontade de aprofundar o conhecimento e transmiti-lo a todos ao seu redor levou-a fazer a formação de Yoga.Dá aulas de Hatha Yoga e é autora do blog MãeGuru que surgiu com toda a curiosidade e interesse sobre o dia a dia, alimentação vegana, educação consciente de uma mãe para uma filha.