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Alimentação saudável

Cookies with benefits / Bolachas com benefícios

Happy New Year!! I do hope everyone has started the new year in the nicest way possible. I started mine on a yoga retreat, surrounded by nature and by wonderful people. I couldn’t have asked for a better start. I felt recharged and motivated to embrace the challenges of a year everyone is forecasting as difficult. At least here in Portugal.

Now, on to this post’s theme: cookies with benefits! Since way before Christmas, I have been constantly hungry, and so I have been eating more than usual. In order not to put too much weigh on, not only I constantly try to change my diet in a way not to have so many cravings for sugar and flour, but I also try to choose healthy treats. However, over the last couple of months I have not had much time to spend in the kitchen. So when I saw this recipe for Maca macaroons I thought: This is it! Cookies with benefits and easy and quick to do! I just love macaroons!

Maca is an herbaceous plant native to the high Andean Mountains of Bolivia and Peru. It is a superfood, highly prized by Incan warriors to increase stamina and combat fatigue. So it is an excellent alternative to caffeine if you are looking for an extra boost of energy. In addition, it can aid reproductive function and balance hormones. And it actually tastes good!
Are these not enough reasons for you to go ahead and try these wonderful cookies? Plus, they are vegan and dairy, egg and gluten free!

Here is the recipe, by Julie Morris:
(check the original here)
– 1 cup raw brazil nuts (I used cashew nuts)
– 1 1/4 cups unsweetened shredded coconut, plus extra for rolling
– 1 1/2 Tbsp macs powder
– 3/4 cup soft pitted Medjool dates (about 7 or 8)
– 1 Tbsp maple syrup
– 1 Tbsp vanilla extract
– 1/4 Tsp sea salt

Grind all the ingredients together in a food processor until a coarse dough has formed. Check the consistency: pinch the dough and make sure that it sticks together, yet still crumbles like a cookie. If the dough is too dry, add water – a teaspoon at a time – until the dough sticks. If the dough is too wet, add spoonfuls of extra coconut until the dough is just right. Form the dough into balls, about a tablespoon at a time, and roll exterior in extra coconut. Flatten into cookies and serve. Kept covered, these cookies will last several weeks.

No need to say that they turned out delicious!! If you want to go crazy, try adding a little bit of raw cacao powder and you will have a treat of the Gods!

Maca

Feliz Ano Novo! Espero que todos tenham começado o novo ano da melhor maneira possível. Eu comecei o meu num retiro de yoga, rodeada pela natureza e por pessoas maravilhosas. Não poderia, de facto, ter pedido um melhor início. Senti-me com as baterias recarregadas e bastante motivada para enfrentar os desafios de um ano que se prevê bastante difícil. Pelo menos aqui em Portugal.

Mas agora foquemo-nos no tema deste post: bolachas com benefícios! Desde muito antes do Natal que tenho estado constantemente com fome, e por isso tenho comido mais do que o habitual. Para evitar aumentar de peso, não só tenho tentado constantemente ajustar a minha dieta de forma a não ter tantos desejos por açúcar e farinha, como também tento escolher guloseimas saudáveis!! Contudo, ao longo dos últimos dois meses, não tenho tido muito tempo para estar na cozinha. E por isso, quando vi esta receita para bolachinhas de Maca, pensei: É isto mesmo! Bolachinas com benefícios que são rápidas e fáceis de fazer!

A Maca é uma planta herbácea nativa das altas montanhas andinas da Bolívia e do Peru. É um superalimento, que era altamente valorizado pelos guerreiros Incas, pois aumentava a resistência à fadiga e dava energia extra para os combates. É por isso uma excelente alternativa à cafeína, se procuram por um estímulo extra de energia. Além disso, esta planta contribui para o funcionamento do sistema reprodutor e ainda para o equilíbrio hormonal. E ainda por cima, é saborosa!
Não acham que são razões suficientes para irem já para a cozinha experimentar estas bolachinhas maravilhosas? São vegan, e livres de lacticínios, ovos e gluten!

Aqui está a receita, por Julie Morris:
(vejam a original aqui)
– 1 cup de castanha-do Brasil (eu usei castanha de caju)
– 1 1/4 cup de coco ralado sem açúcar, mais extra para envolver
– 1 1/2 colher de sopa de pó de maca (usei da marca Iswari, à venda no Celeiro, Miosótis e Brio)
– 3/4 cup tâmaras Medjool sem caroço (cerca de 7 ou 8)
– 1 colher de sopa de xarope de ácer
– 1 colher de sopa de extrato de baunilha
– 1/4 colher de chá de sal marinho

Moer todos os ingredientes num processador de alimentos até obter uma massa grossa. Verifique a consistência. Se a massa estiver muito seca, adicione água – uma colher de chá de cada vez – até que fique coesa. Se a massa estiver muito húmida, adicione mais coco. Formar bolinhas, cerca de uma colher de sopa de cada vez, e enrolar em coco extra. Achate as bollinhas e serva. Se bem preservadas num frasco, estas bolachas duram várias semanas.

Acho que não preciso dizer o quão deliciosas são! Mesmo usando o caju! Se quiserem, adicionem um pouco de pó de cacau cru e vão vai ter uma guloseima digna dos Deuses!

Blueberry oatmeal scones / Scones de mirtilo e aveia

I love bread! And there is nothing I can do about it! Sometimes I just have to eat it, even though I know I will likely feel heavy and bloated after. I found out that this is probably due to gluten or at least to wheat. So I have been looking and looking for alternatives that satisfy me. While I was living in New York I found some really nice brands of sprouted bread, and I was quite happy with it. But since I returned to Lisbon, the sprouted breads I found are not that delicious. I have been considering baking bread at home, but cannot find a recipe that seems doable. 

So I was quite happy yesterday when I found a gluten-free bread at my favourite biological supermarket. Of course it is not the same as ‘normal’ bread, but it is better than the sprouted breads. 
The same happens with all pastries! All are baked with wheat flour and so I try to stay away from them. This is however easier to overcome since there are several blogs dedicated to gluten free and vegan baking. I have been learning all the tricks to substitute eggs and white flour and sugar and have been quite successful, as you can see here. This time I had a lot of oatmeal as leftovers from making oat milk and so I decided to try to bake some scones. I followed a recipe by Dandelions on the Wall, with some slight modifications. Instead of rolled oats I included the leftover pulp and instead of maple syrup I included rice syrup and agave nectar. My extra was adding blueberries. It came out delicious! 
So for today’s brunch I had gluten free bread toast with ghee and a blueberry scone! And I realized that is possible to be gluten, dairy (apart from the ghee), sugar and egg free and have a wonderful and delicious breakfast! 
Here is the recipe (inspired by Dandelions on the Wall):
– 3 cups rolled oats (or leftover pulp)
– 1 1/2 cups gluten free flour mix*
– 1/2 tsp xantham gum
– 1/2 baking soda
– 1/2 tsp cinammon
– 1/4 tsp salt 
– 1/2 cup rice syrup
– 1/2 cup agave nectar
– 1/2 safflower oil
– 1tsp vanilla
– 1 1/2 well-mashed bananas
– 1/2 cup extras (blueberries, chocolate chips, raisins, etc)
Mix all dry ingredients; follow with wet ingredients and mix thoroughly; add extras and mix again. Place spoonfuls of the dough on a baking sheet and bake for 15-20 minutes at 180oC.
If you notice that you feel heavy and bloated after eating bread or pastries you may have a gluten sensitivity or intolerance. Try to remove food containing gluten (mainly wheat, rye and barley) from your diet for a couple of weeks and see if you feel any difference. If you want to know more about gluten and why it can cause intolerance, you can watch this video.
Eu adoro pão! E não há nada que eu possa fazer em relação a isso! E às vezes não resisto, e acabo mesmo por comer, mesmo sabendo que provavelmente me vou sentir pesada e inchada depois. Descobri recentemente que isso se deve provavelmente ao glúten, ou pelo menos ao trigo. Desde então tenho procurado alternativas que me satisfaçam. Enquanto estive a viver em Nova York, encontrei algumas marcas de pão germinado, e eram saborosos. Mas desde que voltei a Lisboa, os pães germinados que encontrei não são tão bons. Ainda considerei a hipótese de fazer pão em casa, mas não consigo encontrar uma receita que pareça fazível e que resulte. 
E por isso fiquei bastante feliz quando ontem encontrei um pão sem glúten à venda no meu supermercado biológico preferido. É claro que não é o mesmo que o pão “normal”, mas é bem mais saboroso do que os pães germinados.
O mesmo acontece com os bolos e bolachas! Todos são preparados com farinha de trigo e por isso tento ficar longe deles. No entanto, visto que existem vários blogs dedicados a receitas de bolos, bolachas e sobremesas sem glúten e vegan, é mais fácil cozinhá-los em casa. Tenho por isso vindo a aprender vários truques para substituir ovos e farinha branca e açúcar, e tenho sido bem sucedida, como podem ver aqui. Desta vez, estava-me a apetecer um bolinho, e como tinha bastante aveia, que me sobra sempre de fazer leite de aveia, decidi tentar fazer scones. Segui uma receita que encontrei no site ‘Dandelions on the Wall‘, modificando-a ligeiramente. Em vez de flocos de aveia, incluí a polpa de aveia e, em vez de xarope de mapple, incluí xarope de arroz e néctar de agave. O meu extra foram mirtilos. E sairam deliciosos!
Assim para o ‘brunch’ de hoje, comi umas torradinhas sem glúten com ghee e um scone de mirtilos! E percebi que é perfeitamente possível ter uma alimentação livre de glúten, laticínios (além do ghee), açúcar e ovos, e mesmo assim disfrutar de um maravilhoso pequeno-almoço!
Aqui fica a receita (inspirada no site Dandelions on the Wall):
– 3 chávenas de aveia em flocos (ou polpa de sobra)
– 1 1/2 chávenas de mistura de farinha sem glúten
– 1/2 colher de chá de xantham gum
– 1/2 colher de chá de fermento
– 1/2 colher de chá de canela
– 1/4 colher de chá de sal
– 1/2 chávena de geleia de arroz
– 1/2 chávena de néctar de agave
– 1/2 chávena de óleo de cártamo
– 1 colher de chá de baunilha
– 1 1/2 bananas bem esmagadas
– 1/2 chávena de extras (mirtilos, pedaçoes de chocolate, passas, etc)
Misturem todos os ingredientes secos; a seguir adicionem os ingredientes húmidos e misturem bem; adicionem os extras e misturem novamente. Coloquem bolinhas de massa em papel vegetal e levem ao forno durante 15-20 minutos a 180oC.
Se se costumam sentir pesados e inchados depois de comerem pão ou bolos, poderão ter uma sensibilidade ou intolerância ao glúten. Tentem remover alimentos que contenham glúten (principalmente trigo, centeio e cevada) da vossa dieta por algumas semanas e vejam se sentem alguma diferença. Para ficarem a saber mais sobre o que é o glúten e porquê pode causar intolerância, vejam este vídeo.

Combinações de alimentos para melhorarem a vossa digestão / Food combining to improve your digestion

Alguma vez se sentiram indispostos e sem energia a seguir a uma refeição? Com uma sensação de inchaço, de que comeram demais, apesar de terem feito uma refeição leve? Eu sentia-me assim frequentemente, e só recentemente é que percebi porquê. Nós podemos pensar que nos alimentamos de uma forma saudável, incluindo as porções diárias recomendadas de fruta e legumes, etc. No entanto a nossa digestão pode não funcionar perfeitamente, não devido à qualidade ou variedade dos alimentos que consumimos, mas sim devido à forma como os combinamos numa refeição. 

O nosso sistema digestivo produz diferentes sucos gástricos e diferentes enzimas para os diferentes tipos de alimentos que consumimos. Assim, proteínas, hidratos de carbono, açúcares, vegetais, fruta, etc, não só requerem diferentes enzimas, mas também diferentes tempos de digestão. E por isso, quando numa única refeição misturamos vários tipos de alimentos, o nosso sistema digestivo tem que gastar energia extra a produzir diferentes sucos digestivos para digerir esses alimentos. As regras de combinação de alimentos tiram vantagem do facto de certos tipos de alimentos requererem condições químicas e tempos de digestão semelhantes, facilitando assim a digestão e libertando energia que o corpo pode utilizar para outros propósitos. Se seguirem estas regras, irão sentir um aumento dos níveis de energia, diminuir a sensação de inchaço, melhorar o trânsito intestinal, e ter uma pele bastante mais luminosa e bonita! Para além de todas estas vantagens, melhoram ainda a vossa nutrição porque o vosso organismo irá utilizar e assimilar melhor os nutrientes presentes nos alimentos. 

Aqui ficam então algumas regras de combinação de alimentos:

1. Hidratos de carbono e proteínas não devem ser ingeridos na mesma refeição. Isto significa que por exemplo frutos secos, carne, ovos e queijo ou outro alimento rico em proteínas, não deve ser combinado com pão, cereais, batatas e frutos secos. Exclui-se aqui o caso de proteína de origem vegetal, como por exemplo as leguminosas que essas sim devem ser consumidas conjuntamente com um hidrato de carbono para formarem uma proteína completa. Bolos e doces, por conterem açúcar inibem a secreção de sucos gástricos e atrasam bastante a digestão se consumidos em quantidade a seguir a uma refeição. ‘Quer dizer que não posso comer bife com arroz e batatas?’ Não é de facto a melhor combinação de alimentos para facilitar a digestão, mas é claro que ocasionalmente não faz mal, apenas ficamos conscientes de que estamos a dar mais trabalho ao nosso estômago. 

2. Duas fontes de proteína não devem ser combinadas na mesma refeição. Cada tipo de proteína requer um tipo específico de suco gástrico, bem como diferentes tempos de digestão. Por isso é que se deve evitar na mesma refeição, por exemplo, carne e ovos, queijo e ovos, leite e ovos, etc. 

3. Fruta não deve ser ingerida com outros alimentos. A fruta, com a excepção da banana e do abacate, deve ser sempre ingerida com o estômago vazio e pelo menos 30 minutos antes da refeição seguinte. Por conter uma quantidade elevada de açúcar e ser de fácil digestão, quando combinada com outros alimentos no estômago a fruta vai ser preterida a esses outros alimentos e fica a fermentar no sistema digestivo. Isto leva não só a uma acumulação de toxinas, mas também á absorção ineficiente de todas os nutrientes que a fruta nos fornece. Por esta razão é aconselhável não comer fruta a seguir à refeição, mas sim a meio da manhã ou da tarde.

Experimentem seguir algumas destas regras se sentem que têm problemas digestivos ou se sentem uma falta de energia generalizada durante o dia. Por vezes o problema não está apenas no que comemos, mas também na forma como comemos. Devemos tentar mastigar devagar e não ingerir muitos líquidos durante e após a refeição. Mantenham as vossas receitas o mais simples possível e verão que as vossas barrigas se vão sentir muito mais felizes!

Se por acaso já seguem estas regras partilhem connosco a vossa experiência!

Have you ever felt tired and out of energy after a meal? Bloated and full, even though you had a light meal? I used to feel like this quite often and it was only recently that I realized why. We may think that we eat healthy, including the recommended daily servings of fruit and vegetables, etc. However our digestion sometimes is not perfect, not because of the quality or variety of the food items we consume, but because of the way we combine them in a meal.


Our digestive system produces different enzymes for the different types of food we eat. Proteins, carbohydrates, sugars, fats, vegetables and fruit, not only require different enzymes but also differ in the time they take to be fully digested. Therefore when we combine various types of food in a single meal, our digestive system has to spend extra energy to produce the different gastric juices and enzymes required to digest them. Food combining rules take advantage of the fact that certain types of food require similar chemical conditions to be digested, thus improving digestion efficiency and freeing up a lot more energy that the body can use for other purposes. You will feel increased levels of energy, reduce the feeling of bloating, improve bowel movement and also have a better skin! By following basic rules of food combining, we can also improve our nutrition because our body will be more efficient in absorbing and using the nutrients from our food. 
 
So here are some food combining rules:


1. Carbohydrates and proteins should not be eaten in the same meal. This means that for example nuts, meat, eggs and cheese or other protein-rich food, should not be combined with bread, cereals, potatoes and nuts. Exception here are lentils and beans, which are a source of vegetable protein and should be consumed with a carbohydrate in order to form a complete protein. Cakes and deserts should not be eaten after a meal, because they contain sugar, which inhibit the secretion of gastric juices and therefore make the digestion quite slow. ‘So you mean you should not eat  a steak with rice and potatoes?’, you may ask! This is in fact not the best food combination to facilitate digestion, but of course it does not hurt occasionally, if you are aware of that you are putting your digestive system to a lot of work!


2. Two different sources of protein should not be combined in the same meal. Each type of protein requires a specific type of gastric juice as well as different digestion times. That is why one should avoid having meat and eggs, cheese and eggs, milk and eggs, etc., together in the same meal.


3. Fruit should not be eaten with other foods. Fruit, with the exception of banana and avocado, should be ingested on an empty stomach and at least 30 minutes before the next meal. Because it contains a high amount of sugar and it is easy to digest, when combined with other foods in the stomach, fruit will be left to digest last, and will ferment in the digestive system. This not only leads to an accumulation of toxins, but also to an inefficient absorption of all the nutrients that fruit provide us. So it is better to eat it alone.


Try following some of these rules if you feel you have digestive problems or if you feel a general lack of energy during your day. Sometimes the problem is not just what you eat but also how you eat. Try to chew your food slowly and do not drink a lot of water other liquid during and after a meal. And keep your recipes as simple as possible, you will see that your tummy will feel quite happy! 


If you already follow some of these rules share your experience with us!

Diet change with Autumn / Mudança de dieta com o Outono

 

O Outono já chegou! E eu não sei quanto a vocês, mas eu senti, e sinto, bastante a mudança no ar! E no meu corpo! De repente, comecei a ter vontade de comer comida mais pesada e mais nutritiva! E estou sempre com fome! Decidi então começar a alterar a minha dieta para dar ao meu corpo aquilo que me está a pedir e para ver se deixo
de o desejo de comer ‘snacks’ o tempo todo! Se isto também está a acontecer com vocês, é normal! O Outono é, de acordo com a Ayurveda, a época de Vata. Se se lembram do meu post sobre Ayurveda, Vata é responsável pelo princípio da mobilidade. O seu elemento principal é o Ar, e, portanto, é seco, frio, áspero e móvel. Exactamente como o tempo lá fora durante o Outono. E é por isso que nos faz sentir aéreos e sem chão, e para contra-balançar o nosso corpo pede-nos alimentos mais pesados e nutritivos.

Esta é portanto a época do ano ideal para comer alimentos como abóbora e batata doce, e estufados! Eu no entanto ainda não cheguei lá! Nos últimos dias tenho-me alimentado quase exclusivamente de um dos meus pratos preferidos da cozinha Ayurveda: kitchari! É um prato simples de arroz basmati cozido com feijão amarelo (split mung bean) e especiarias. É rico em proteínas e óptimo para nos fazer sentir ‘firmes no chão’ e bem alimentados. Depois de passar alguns dias a comer este prato, é incrível como a minha digestão melhorou substancialmente e os meus desejos por comida diminuíram bastante! Deviam experimentar, se quiserem fazer uma transição gradual entre o Verão e o Outono. Por ser um prato de muito fácil digestão, o nosso corpo poupa energia nesta tarefa e assim ocupar-se de outras funções importantes como a desintoxicação. Uma dieta à base de kitchari por alguns dias é uma excelente forma de fazer uma desintoxicação suave, ideal para esta época do ano. Aqui está a minha receita preferida de kitchari, para o caso de quererem experimentar:

Ingredientes
1/2 cup de arroz basmati
1/2 cup yellow mung daal (para facilitar a digestão deve colocar os feijões de molho durante a noite ou umas horas antes de cozinhar)
1 colher de chá de sementes de coentros

Kitchari com legumes

1 colher de chá de sementes de erva-doce
1 colher de chá de sementes de Ajwan
1 colher de chá de sementes de cominho
1 colher de chá de pimenta preta
1 pedaço com cerca de 1cm de gengibre fresco picado
1 colher de chá de açafrão da Índia ou curcuma
3 colheres de sopa de ghee (manteiga clarificada)
1 cup de legumes (opcional – escolher 1-2 variedades: courgete, cenoura e ervilhas são escolhas excelentes)
2 cups água

– Aqueçam o ghee e adicionem as sementes de coentro, erva-doce, cominho e Ajwan, o gengibre e a pimenta preta
– Quando as especiarias começarem a estalar, adicionem o açafrão da Índia e mexam um pouco; adicionem depois o arroz, feijão e legumes, e a água
– Quando a água ferver, baixem o lume para o mínimo e deixem cozinhar por 15-20 minutos; o tempo vai depender se gostarem do arroz mais soltinho ou mais ensopado.

Se quiserem ainda algumas ideias para ‘snacks’ saudáveis ​​e adequados para esta época do ano, a Nadya do site Spinach and Yoga publicou recentemente um post muito bom sobre isto! Podem lê-lo aqui! Eu já experimentei os frutos vermelhos cozinhados com óleo de coco e cardamomo! Delicioso! Estes ‘snacks’ são bastante nutritivos e bastante fáceis de digerir, evitando assim que ganhemos peso quando o nosso corpo nos pede mais comida!

Portanto, nesta estação do ano, tentem manter-se quentes, e com os pés no chão, para que o Vata que há em vocês não fique fora de equilíbrio, e faça com que se sintam ansiosos! Bebam bastante chá de ervas e Chai (ver receita no meu último post!) E escolham alimentos nutritivos, e que vos satisfaçam!

Autumn is already here! I do not know about you, but I completely felt the change in the air! And in my body! It suddenly started asking me for warmer, more grounding and nourishing foods! And I am hungry all the time! So I started changing my diet accordingly and eat what my body asks me, so I do not have cravings all the time! If this is also happening to you, it’s normal! Autumn is Vata season according to Ayurveda. If you remember from my post on AyurvedaVata is responsible for the principle of mobility. It’s main element is Air, and therefore, it is dry, cold, rough, mobile. Just like the weather outside during Autumn. It can make us fell detached and airy and that is why our body asks for grounding and nourishing foods. 


This is the time of the year to eat pumpkin and sweet potato, as well as stews! I have not got there yet! I have been feeding my self with one of my favorite Ayurveda dishes, kitchari! It consists of basmati rice cooked with split mung beans and spices. It is rich in protein and it is grounding and filling. After spending a couple of days eating this dish, it is amazing how my digestion improved substantially and my cravings diminished a lot! You should try this if you want to make a gradual transition from the summer into autumn. By being very easy to digest, it allows your body to spend more energy in other functions such as detoxifying and restoring. a kitchari-based diet for a coule of days is actually a mild detox, excellent for this time of the year. Here is my favorite kitchari recipe, in case you want to give it a try:


Ingredients
1/2 cup basmati rice
1/2 cup yellow mung daal (to facilitate digestion you can soak the beans overnight)
1 tsp coriander seeds 
1 tsp fennel seeds 

Kitchari

1 tsp ajwan seeds
1 tsp cumin seeds
1 tsp black pepper
1 inch fresh ginger chopped
1 tsp turmeric 
3 Tbsp ghee
1 cup de vegetables (optional – choose 1 to 2 varieties; zucchini, carrot and green peas are great)
2 cups of water

 

– heat the ghee and add the coriander, fennel, ajwan and cumin seeds, ginger and black pepper
– when the spices start poping, add the turmeric; stir in a bit and than add the rice, beans and vegetables and the water
– when the water is boiling, turn to low heat and let it cook for 15-20 minutes; it will depend if you like it soggy or more loose!

 
Berries with coconut oil, cadamom
and shredded coconut

If you want ideas for healthy snacks for this time of the year, Nadya from Spinach and Yoga wrote an amazing post about that! You can check it here! I have already tried the stewed berries with coconut oil and cardamom! Delicious! These snacks are filling and won’t disturb your digestion! 

 

So remember, try to keep warm and grounded during this season, so that the Vata in you won’t get out of balance and you don’t feel anxious! Drink plenty of herbal teas and Chai (see the recipe in my latest post!) and eat grounding and nourishing food!

Ayurveda basics, Part I / Básicos de Ayurveda, Parte I

 

Descobri recentemente a Ayurveda e fiquei muito interessada em saber como funcionava. Comecei a ler sobre o assunto, e fiquei fascinada! Trata-se de um sistema de cura muito completo, com diretrizes bastante simples que uma pessoa pode seguir para obter um estado de plena saúde!

Neste post, vou começar por introduzir a Ayurveda para aqueles que não conhecem esta ciência, e em posts futuros acrescentarei mais detalhes, dicas e receitas!

 

Ayurveda é o antigo sistema tradicional de medicina da Índia, que teve origem há mais de 5000 anos atrás, conjuntamente com a sua disciplina-irmã, Yoga. Ayurveda significa “A Ciência da Vida” e resulta da cultura védica antiga. É um sistema que é apresentado de um modo simples e intuitivo, de modo que possa ser utilizado e aplicado por todos.

A Ayurveda é um sistema que se concentra na manutenção do estado de saúde e equilíbrio ideais no indivíduo como um todo, incluindo o corpo físico, a mente e o espírito. A Ayurveda é por isso considerada uma ciência holística, diferindo substancialmente da medicina ocidental moderna, na qual todos os indivíduos são tratados de forma igual e o foco é colocado na erradicação da doença e não na compreensão e tratamento do que poderá estar na sua origem.

A Ayurveda classifica todos os factores das nossas vidas numa linguagem orgânica e energética que reflecte todo a atmosfera viva que nos rodeia. Mostra como a nossa constituição individual e tendências para a doença reflectem as forças da natureza. Mostra como os alimentos, as ervas, as emoções, o clima e os estilos de vida têm um impacto na dinâmica da nossa fisiologia e psicologia, diferindo este impacto de pessoa para pessoa. Este conhecimento permite-nos interagir com a vida de uma forma ideal, quer para nosso próprio benefício, quer para o benefício do ambiente que nos rodeia.

A Ayurveda identifica três tipos básicos de energia ou princípios funcionais que estão presentes em tudo e em todos. Estes tipos são chamados de Doshas e denominam-se por Vata, Pitta e Kapha. Cada um desempenha uma função fisiológica diferente no corpo:

Vata é a energia associada com o movimento e é responsável pela respiração, pelo movimento dos tecidos e músculos, pelo batimento do coração e por todos os movimentos para dentro e para fora das células. É também responsável pelos sentimentos de alegria e felicidade e pela criatividade. Quando em desequilíbrio, resulta nos sentimentos de medo e ansiedade.

Pitta é a energia que controla o sistema metabólico, sendo responsável pela digestão, absorção, assimilação, nutrição, pelo metabolismo e pela temperatura do corpo. Regula o calor do corpo, através da transformação química dos alimentos. Quando fora de equilíbrio, pode causar ódio, raiva e crítica.

Kapha é a energia que forma a estrutura do corpo, compreendendo todas as nossas células, tecidos e órgãos. Lubrifica as articulações, hidrata a pele e mantém a nossa imunidade. Quando fora de equilíbrio, leva à ganância, ao apego e à inveja.

A proporção de Vata, Pitta e Kapha em cada um de nós é determinada de acordo com a genética, dieta, estilo de vida e emoções dos nossos pais na altura da nossa concepção. Essa proporção é responsável pelas nossas características físicas e mentais. Normalmente, um ou dois doshas será predominante, mas com uma dieta e estilo de vida apropriados, é possível manter os Dohas em equilíbrio. Quando mudanças na dieta e estilo de vida não são suficientes para atingir esse equilíbrio ou para tratar uma doença, a Ayurveda recorre ao uso de ervas e técnicas de desintoxicação (panchakarma).

O vosso Dosha pode ser determinado por um terapeuta Ayurveda, que irá utilizar o vosso historial de vida e realizar um exame físico. No entanto, existem vários testes on-line bastante completos, que poderão fazer para ficarem a conhecer o vosso dosha. Este conhecimento vai permitir que sigam uma dieta e uma rotina que melhor se adapte à vossa constituição.

Façam os testes seguindo os links abaixo indicados, se estão curiosos acerca do vosso Dosha Ayurveda, e fiquem atentos aos próximos posts sobre cada Dosha, bem como dicas para atingirem uma vida saudável e equililbrada! Partilhem os vossos resultados nos comentários, se quiserem!

Holistic Online
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I found Ayurveda quite recently and became very interested in how it works. When I started reading more about it, I became fascinated! It is a very complete healing system with quite simple guidelines for one to follow and achieve good health!In this post, I will start by introducing Ayurveda for those of you that do not know this science, and than I will follow with more posts on specific details, tips and recipes!

Ayurveda is the ancient medical system of India. It has originated more than 5000 years ago, alongside its sister discipline, Yoga. Ayurveda means “The Science of Life” and it stems form the ancient Vedic culture. It is presented in a simple and intuitive manner so it can be used and applied by everyone.

Ayurveda focuses on establishing a state of balance and optimum health for the whole individual including the physical body, the mind and the spirit, therefore preventing disease. Ayurveda is thus considered a holistic science, differing substantially from modern Western medicine, in which all individuals are treated equally and the focus is on eradicating the disease rather than on understanding and treating its origin. 

Ayurveda classifies all the factors of our lives in an organic and energetic language that reflects the entire living atmosphere around us. It shows how our individual constitution and disease tendencies reflect the forces of nature. It shows how foods, herbs, emotions, climates and lifestyles impact the dynamics of our own physiology and psychology that may be different for each person. This enables us to interact with life in an optimal manner both for our own benefit and that of the greater world. 
 
Ayurveda identifies three basic types of energy or functional principles that are present in everyone and everything. These types are called Doshas and they are Vata, Pitta and Kapha. Each one performs a different physiological function in the body:
 

Vata is the energy associated with movement and it is responsible for breathing, blinking, muscle and tissue movement, pulsation of the heart and all movements in and out of the cells. It is also responsible for the feelings of joy and happiness and for creativity. When out of balance, it produces fear and anxiety.

 

Pitta is the energy that controls the metabolic system, being responsible for digestion, absorption, assimilation, nutrition, metabolism and body temperature. It regulates body heat through the chemical transformation of food. When out of balance, it can cause anger, hate and criticism.

 

Kapha is the energy that forms the body’s structure, comprising all our cells, tissues and organs. It lubricates joints, moisturizes the skin and maintains immunity. When out of balance, it leads to attachment, greed and envy. 

 

The proportion of Vata, Pitta and Kapha in each one of us is determined according to the genetics, diet, lifestyle and emotions of our parents at the time of conception. It creates our specific mental and physical characteristics. Usually, one or two Doshas will be predominant, and with the proper diet and lifestyle, maximum health can be achieved by maintaining the Doshas in balance. When changes in diet and lifestyle do not prove sufficient to achieve balance or to treat a decease, Ayurveda recommends herbs or detoxifying techniques (panchakarma). 

 

Your Dosha can be determined by an Ayurveda practitioner, which will use information about yourself, and physical examination. However, there are also a couple of good online tests that you can do to get to know your Dosha. This knowledge will allow you to follow the diet and lifestyle routine that best fits your constitution. 

So take the tests following the links below if you are curious about your Ayurveda Dosha and stay tuned for the next posts with information about each Dosha and some tips for achieving general health. Share your results below in the comments if you wish!

 

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How to make nut milk / Como fazer leite de frutos secos

Nut milk is a an excellent alternative to cow’s milk or even to soy milk. It does not contain cholesterol or lactose and it is packed with nutrients. It is possible to make milk from any nut or seed you like: almonds, hazelnuts, Brazil nuts, walnuts, hemp seeds, etc. Although nowadays you can find a huge variety of nut milks in the supermarkets, they always contain sweeteners and preservatives, even if organic. Therefore, to make sure that you get the most out of your nut milk, it is better to make your own at home. It is so easy! You just have to buy your favorite nuts, soak them overnight or for a couple of hours, blend them with water and strain using a nut milk bag, cheese cloth or even an old stocking! Can it get easier than this? Anyway, Sarah Britton from My New Roots made this wonderful video to explain in detail how to do it. Just watch it and try your own version! 

O leite feito a partir de frutos secos é uma excelente alternativa ao leite de vaca e mesmo ao leite de soja. Não contém colesterol ou lactose e contém imensos nutrientes. É possível fazer leite a partir de vários frutos secos e sementes: amêndoas, nozes, castanha do Brasil, sementes de cânhamo, etc. Apesar destes leites já se encontrarem disponíveis em alguns supermercados, estes contêm sempre algum tipo de adoçante ou de conservante, mesmo que seja orgânico. Por isso, é sempre melhor fazer o leite em casa, já que é tão fácil! Apenas precisam de comprar os vossos frutos ou sementes preferidos, deixá-los de molho em água durante a noite ou por algumas horas, misturar com água numa liquidificadora, e coar utilizando um saco de pano com uma malha fina ou mesmo umas meias de vidro antigas. É portanto facílimo! Por via das dúvidas a Sarah Britton do site My New Roots fez um vídeo onde explica todos os detalhes. Vejam e experimentem o vosso sabor preferido!